quinta-feira, 26 de maio de 2016

Saturday With Her (22/05/2016)

Um sábado... Muitas pessoas a nosso redor, e meu maior prazer foi simples: sentarmos, segurar sua mão, falar, falar e falar. Te ouvir, te ouvir e te ouvir enquanto segurava e acariciava suas mãos macias (ainda estou com seu cheirinho em mim). Não me importava, aliás, eu simplesmente esquecia as centenas de pessoas a nossa volta, porque eu estava totalmente focado em seus lindos olhos. Eles brilhavam com uma alegria incomum. Foram momentos que levarei comigo de forma pura, trancado a sete chaves num canto especial do meu coração, o mesmo cantinho onde habita minha Bonequinha.

Carinhos infindáveis, sorrisos meigos demonstrando que é sublime da forma simples que só você sabe ser feliz.

Horas memoráveis que fortaleceram quem eu sou e quem eu quero ser para você. Que pode contar comigo. Até nos momentos que a comida desmanchar e acabar nos sujando... rsrs.

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Happiness (07/06/2015)

Um texto escrito em dedicação a uma pessoa querida e especial. Espontâneo, assim:

"Eu achava que a felicidade pura não existia. Apenas aquele sorriso tímido e encantador me provou que não só existe como eu alcancei. 

"Tímidos? Vamos sentar e conversar de costas um para o outro. Timidez aumenta e cada um corre para um lado". 

Olho para o horizonte e a encontro... Jeitinho cintilante? Pois é, já basta para eu sorrir e muito. 

Sabe aquele meigo "oi"? - olhos brilham de tanto carinho. E o carinho em si... Como não se arrepiar e suspirar?! 

Atitudes singelas e puras fazem seus lábios sussurrar "seu coração está acelerado; adoro deitar em seu peito".

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Anti-Heróis

Texto de uma amiga no qual perdi o contato com o decorrer dos anos. Está datado de 16/07/2010, porém não posso afirmar ter sido a data de escrita, e sim a data em que li e achei digno guardar para reler sempre que possível, pois é uma visão de uma solitária (na época), e isso sempre foi uma inspiração para mim. Pois na solidão abraçamos nossas trevas e achamos vigor o suficiente para fazer tudo melhor no dia seguinte. Segue:

"Vivemos sob a fruição de estímulos prazerosos com um único objetivo, o de desfrutar ainda mais de gostosas sensações. O amor, a figura soberana que se mantém firme entre as ruínas durante séculos torna-se uma figura caricata e cai em desespero na busca incessante por um monstrinho que lhe traga um breve momento de estabilidade e fascínio. Os eruditos de toda espécie insistem a apregoar a fórmula da felicidade: A real boa vida é feita de pouco ou nenhum sofrimento e que a morte mais bela é a anestésica.

O Modus Vivendis atual noticia aos quatro cantos a eliminação da nobreza e supressão da capacidade de distinção entre figuras heróicas e as minorias vitimizadas que possuem a real tendência de se justapor e se confundir em algo que nenhuma época estimara digna de ser versada. Heróis sem valores e virtudes notáveis, um herói cujo heroísmo se sintetiza, se abrevia, se resume a lidar e a suportar sofrimentos dos mais casuais e aleatórios possíveis, que se sente aflito por viver em um mundo sem sentido. Este nada mais é do que mero sobrevivente que tem muito pouco, ou nada a fazer com o resto da vida que carrega nas costas. Nem de longe nos lembra os heróis de antigamente, os mártires clássicos cuja virtude se demonstrava na ascensão da capacidade de realização das tarefas divinas a qual era designado sem se importar com o incomensurável sofrimento que isto pudesse lhe causar a despeito de um bem maior que sua rala existência, uma culpa que não havia como ser sua. Reduzir o valor das pessoas levando em consideração somente o quanto já sofreram é uma típica fealdade de nosso tempo. Elevá-la aos ares como se fossem o exemplo máximo de resistência perante as eras, ou então por viver em um mundo hostil e medonho como se fossem gigantes por terem sobrevivido a algo incompreensivelmente sádico e cruel, com o mérito de míseras bactérias que lutaram contra antibióticos super potentes, e não pelo quê, a respeito de sua dor, chegam a se tornar. A piedade acaba por tomar o lugar da admiração verdadeira porque nossos sentidos se corrompem, estamos tão pervertidos que achamos que cicatrizes são as marcas do demônio e que a simples menção a elas é motivo para evitá-las terminantemente. Como estúpida conseqüência, aprendemos a idolatrar e venerar aqueles que se sentem grandes somente por possuírem tais cicatrizes, por carregarem-nas nos olhos como admiráveis monstrinhos que são. Também como conseqüência, insultamos aquilo que ali no meio de tudo pudesse ter algum valor de fato. A cicatriz em si nunca é feia ou bela por si só, ela é tudo o que se fez e que ainda pode ser feito, o seus contornos são suas histórias que vão designar sua beleza ou ausência dela. É, a respeito do sofrimento, que poderás chegar ao inimaginável, que vai crescer e rir e ignorar tudo com serenidade e suportar com certa altivez um mundo ao qual mostrará que o importante é a admiração que não deve nada à piedade e que não se deixa reduzir a dores e prazeres, tristeza e alegrias. Enfim, é uma pena que nosso tempo não permite que compreendamos isto muito bem."

Em Meu Breve Respirar

Navegando pela internet numa noite de trabalho, achei esse poema no qual me identifiquei na data e repassei a uma pessoa especial, desejando um ótimo dia, pois seria lido assim que amanhecesse:

“Em meu breve respirar, algo me faz falta
Parece uma nuvem sem chuva ou algo caindo sem chegar ao chão...

Como saber se a falta ainda me faz respirar. Ou...
Se respiro o que me falta?

Talvez seja impossível definir o que realmente me falta nesse momento
Me falta quase tudo! Sim! Quase tudo!

Ao passo que respiro, só o teu cheiro me torna vivo, mas... Nada posso tocar!

Como continuar se o teu cheiro e o teu corpo permanecem em mim?

Então, o que falta? Já tenho tudo que preciso! Ou... quase tudo. O que eu faço?

Se permaneces em mim... Sem falta! Vou seguindo... Mas permaneça aqui... Sem falta!

Pareço insistir em algo louco... Eu sei, mas agora resta esperar sua volta. E até lá, guardo você comigo!

Quase nada me falta! A não ser esse breve respirar.
Alimentado por esse cheiro e esse corpo permeando meu pensar.

Fica o desejo de tê-la por inteira... Sem nada faltar! Me ajude! Preciso respirar você!”

Uma Bela Homenagem

Eu sei que o dia das mães já passou, mas desde a data em questão não consigo tirar da cabeça uma homenagem acadêmica de um amigo numa rede social. Foi algo bem escrito, objetivo e com jogos de palavras incríveis. Vim compartilhar, e aqui está:

"Aqui nesse planetinha, nesse pálido ponto azul, a vida surgiu há muitas eras e por milhões e milhões de anos se modificou em várias formas. Uma dessas formas é você e esse amontoado de trilhões de células que constitui o seu corpo foi minha primeira casa. E agora eu também sou uma dessas inúmeras formas de vida.

Eu acho isso muito poético.

Poético porque sou o resultado não apenas de informações genéticas, mas também de minhas memórias e minhas experiências que fazem com que o que eu sou hoje, só o seja porque você primeiro existiu e depois me acompanhou e ainda me acompanha na minha jornada, um pequeno ato no grande espetáculo da vida. Me aproveito aqui das palavras de Carl Sagan para dizer que diante da vastidão do tempo e da imensidão do universo, é um imenso prazer para mim dividir um planeta e uma época com você."

Apreciações (23/03/2016)

Inspiração pelos acontecimentos recentes e pelo clipe Fjögur píanó da banda islandesa Sigur Rós.
Realmente se tornou basicamente um fato de que as minhas escritas são baseadas em tristeza e dor. Não que eu não escreva em dias amenos e até felizes. Mas notei, substancialmente, que o jogo de palavras e até mesmo a forma de se expressar são mais bem transcritas quando essas emoções ressaltam. E, por mais que eu adore escrever diariamente, não trocaria a mínima felicidade que tenho apreciado em cada segundo. Não usarei essa “desculpa” para me tornar um dramaturgo em que o único espectador é minha alma depreciada.

Há tempos eu não escrevia de acordo com pequenos acontecimentos, muito menos de minhas impressões sobre eles. E cá estou, nauseado pelas palavras em minha garganta loucas para sair saltitando feito cangurus carentes. E como era de praxe alguns anos atrás, não direi não a esse impulso saudável. Impulso tal que me acompanha desde de que eu fui esmurrado pela solidão; desde de que fui pisoteado nas beiradas pelo desapego alheio.

O alvorecer nunca me entedia, mas ter relances de olhos injustos embaça o meu clarear do dia. Não sou pueril - isso jamais! Então por que alhures ainda tem forças para erguer o dedo apontando à mim?

Revigorar (23/03/2016)

Pense e lastime,
Reflita e seja cordial,
Engula choros e demonstre sorrisos

A vida é colorida!
O viver é presenteado pelo canto matinal dos pássaros
O trilhar de seus pequenos passos são guiados pelas folhas de outono em queda
Sua respiração ofegante...
Sua respiração tranquila...
Vivem no balançar dos belos cabelos daquela donzela

Apaixone-se diariamente
Grite euforicamente
Se espante consigo mesmo
Surpreenda a si próprio
Aprenda com seus tropeços
Honre com suas conquistas
Conquiste com sua dignidade

Permita que lágrimas corram seu rosto
Lágrimas...
Essas as quais se dignificam em ser chamadas de pureza da alegria!

O espelho reflete os sorrisos
As paredes se retorcem com as gargalhadas
As roupas do corpo se rasgam com a força de sua voz

Foi proferido a ponto de estremecer
Foi mostrado até que ninguém mais duvidaria
À mercê de tanto desabafo
Á mercê de uma aceitação ínfima

O passado...
O vislumbre do amanhã
O convívio em cima do aprendizado tardio...